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Patrocinado | A Casa da Câmara

Na Praça Raimundo Soares, no Centro Histórico de Abrantes.



"No que diz respeito a Abrantes, só a partir de 1392 começam a aparecer referências à existência de uma Casa da Câmara, que tinha o seu assento, ao que parece, na Rua Nova, nas proximidades da judiaria. Não se sabe quando foi transferida para o local onde hoje se situa, mas certo é que já ali se encontrava no reinado de D. Manuel I.

Também se sabe que em 1593, o edifício existente nesta praça, estava bastante arruinado, não oferecendo quaisquer condições de conforto a quem nele trabalhava. Reinava então, em Portugal, Filipe II de Espanha, que, tendo conhecimento do caso, emitiu um alvará onde ordenava que a sua reconstrução se desse por arrematação aos mestres de cantaria Baltazar Marinho e Pedro Antunes, que se propunham executar a obra por 2000 réis. Não se sabe bem porquê, mas as obras não avançaram, de modo que em 1596 acertou a Câmara com o mestre das obras reais de Tomar, Mateus Fernandes, a construção do novo edifício que deveria estar pronto dentro de três anos. Como é habitual nestas coisas, as obras não estavam prontas no prazo indicado, por falta de verbas ou por estas terem sido desviadas para outros fins e sabe-se que no início do século XVII ainda não estavam concluídas. Só em 1627 foi construída a Torre do Relógio, tendo sido entregue a sua construção ao pedreiro João Rol.

Foi o novo edifício dotado de três pisos: no rés-do-chão tinha um alpendre e uma loggia, a que chamavam a Casa da Pissarra, onde se guardavam mercadorias para venda, como castanhas, vinho, etc., no primeiro andar encontrava-se a Casa da Audiência, com uma varanda gradeada sobre a praça, no último andar estava a Casa da Câmara, propriamente dita, onde se reunia o Senado e se faziam as vereações. Este último andar já tinha, como tem hoje, uma varanda virada para a praça.

(...)

Reparações maiores ou menores foram continuando por todo o século XVII, até que em 1715, D. João V, com os cofres bem cheios do ouro do Brasil, por provisão de 15 de Maio, ordenou que fossem executadas obras de fundo no referido edifício. Foram também comprados uns pardieiros anexos, para nesse espaço se fazerem “casas de aposentadoria” para os visitantes e também para ali ficar instalada a cadeia, que, por falta de condições, tinha sido transferida para o castelo. Desta vez, tudo foi mais rápido e as obras já estavam concluídas em 1717. Depois desta data, só são conhecidas obras de relevo em 1910/1911, logo após a implantação da República, tendo a configuração geral do edifício ficado com o aspecto que hoje tem, salvo pequenas alterações, como é o caso do actual varandim do segundo andar, que foi colocado em 1939, substituindo as janelas de sacada que anteriormente ali existiam." (1)

Como chegar: 39°27'47"N 8°11'51"W

Fonte:

(1) "Abrantes | Lugares com História", de Maria Teresa Aparício - (CMA)



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